quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Governo investe R$ 1 bi no combate à dengue

Nos 178 municípios brasileiros com risco de surto ou em situação de alerta para epidemia de dengue, 70 serão submetidos a um monitoramento semanal dos casos, podendo até mesmo ganhar reforço de ações de saúde para evitar a proliferação de casos graves da doença. Esse grupo de cidades foi classificado pelo chamado “Risco Dengue”, que cruza os números da infestação pelo Aedes aegypti com a densidade populacional e o tamanho da rede de atenção à saúde. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o governo deve investir R$ 1,08 bilhão nas ações de combate à dengue no verão 2010/2011.
O “Risco Dengue” se incorpora aos números do Levantamento do Índice Rápido de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRA), que apontou 16 estados com risco muito alto de epidemia, cinco com risco alto e três estados, além do Distrito Federal, com risco moderado. Em setembro, apenas 10 estados apresentavam risco muito alto de surto. De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, Manaus (AM) e Rio Branco (AC) apresentam o quadro mais grave entre as capitais do país.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, detalhou na tarde de ontem o plano de ação integrado por 13 órgãos do governo federal para prevenir a evolução da doença e combater a elevação dos casos graves, especialmente na população com menos de 15 anos. De acordo com ele, na próxima semana haverá um encontro em Brasília com 16 secretários estaduais de Saúde para traçar um plano de ação integrado com estados e municípios. O primeiro passo será analisar o plano de contingência de cada governo estadual para impedir o aumento dos casos graves da doença. No ano passado, um milhão de pessoas contraíram dengue no país, com mais de 550 mortes.
No plano de ação do governo federal está previsto, por exemplo, que o Ministério da Defesa ceda militares para auxiliar em ações para destruir os focos do mosquito, quando o número de agentes de saúde for insuficiente. Já o Ministério da Justiça foi encarregado de dar apoio técnico aos estados para executar ações judiciais que permitam a entrada dos agentes em locais fechados, quando há recusa de acesso pelo proprietário.
“Estamos realizando uma ação com 13 ministérios e 16 secretários estaduais de Saúde porque nós queremos nos antecipar à situação que ocorreu no último ano (com o aumento do número de casos). Temos dois objetivos: as ações multissetoriais com estados e municípios e reforçar a integração entre vigilância e atenção à saúde”, explicou o ministro Padilha.

fonte: tribuna da bahia

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