segunda-feira, 21 de março de 2011

FEIRA DE SANTANA/BA: Faltam funcionários e informatização em cartórios de Feira

Filas e reclamações dos usuários é o que se vê nos cartórios extrajudiciais em Feira de Santana (a 108 km de Salvador). Na cidade, existem nove desses cartórios no Fórum Desembargador Filinto Bastos, sendo três de notas, dois de registro civil, dois de registro de imóveis e dois de protestos e documentos públicos. Em três deles, filas e muitas queixas por parte de quem tem que esperar até 12 horas para ser atendido.
“Além de nos deixar horas aqui na fila, os servidores nos tratam como se tivéssemos pedindo um favor. Sou idoso e tenho atendimento preferencial, mas aqui não tem isto”, contou a aposentada Maria Stela Cerqueira, que há dois dias tentava retirar a 2ª via do registro de um sobrinho que mora em Salvador.
Outra que reclamou da demora no atendimento foi Valdelice dos Santos Reis, que há quatro dias tentava reconhecer firma em um documento e mais uma vez não foi atendida. “É sempre assim demorado e eles ainda ficam chateados quando reclamamos”, contou. Falta de funcionários e de informatização faz com que os serviços fiquem cada vez mais demorados e burocráticos na opinião de um funcionário, que preferiu não ser identificado.
Senhas - O funcionário disse que os cartórios distribuem 40 senhas por dia, mas a demanda é tão grande que muitas vezes o horário de expediente é ultrapassado. “O correto era haver em cada cartório no mínimo 10 funcionários, mas o número não ultrapassa cinco, por isto a demora, que somada à falta de modernização – já que ainda utilizamos a máquina de escrever em muitos serviços – faz com que isto aqui vire este caos”, revelou.
No cartório do 2º Ofício de Registro Civil, há apenas um funcionário e mesmo assim o número de senhas continua o mesmo – 40 por dia. Outro problema é que o espaço físico destinado ao atendimento é o mínimo e isto acaba dificultando até a entrada nas salas.
Embora as fichas sejam entregues por volta das 8 horas, muita gente chega cedo para conseguir atendimento, nem que para isto tenha que dormir na fila.
A TARDE procurou os titulares dos cartórios para falarem sobre o assunto, mas eles informaram que apenas o juiz da Vara da Fazenda Pública, Roque Rui Miranda, poderia passar as informações. O magistrado por sua vez informou através da escrivã do cartório que quem deveria passar as informações eram os titulares.



fonte: a tarde online

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